"Pecado é provocar desejo e depois renunciar."
(Renato Russo/Marisa Monte)

domingo, 30 de agosto de 2009

Vanusa e o Hino Nacional...

Existem certos símbolos que são intocáveis!
Esse vídeo é pra ser tocado uma única vez, depois disso
você vai ter o resto da vida pra esquecer " O dia em que assassinaram o Hino Nacional!"

A Fera dentro da Bela



Quem está na chuva é pra se molhar não? E Xuxa se molhou...
Ela sempre soube dos riscos de ser uma pessoa pública, sempre sofreu com essa exposição e nunca deixou de pagar pra ver.
Então por que esse alvoroço todo? Por que tanto alarde?
Porque os respingos das poças d'água bateram na sua cria.
Xuxa é mãe e mães se transformam em feras quando vêem seus filhotes acuados, ameaçados!
O público é importante para o artista? Lógico, gera-lhes dividendos!
Que bom que entre o risco de se ficar sem seus dividendos e ver a filha vitima de um bulling virtual Xuxa optou por deixar a fera rugir!
Quem disse que um adolescente tem que escrever um Português corretíssimo?
Ainda mais levando em conta o novo idioma mundial que aos poucos se cria: o Internetês (desculpem o neologismo!), a tendência e cada vez mais o indivíduo escrever incorreto.
O importante é passar a mensagem, se fazer entender! Se à primeira vista fez, cumpriu-se o papel da comunicação: ela se deu! Eu falei e você me compreendeu!
Voltando ao caso em si, não vou entrar aqui no mérito da demanda, que é irrelevante!
Prefiro me ater ao ponto positivo disso tudo, se é que podemos dizer que este houve.
A mãe se fez presente, a Xuxa artista , a persona Xuxa saiu e entrou a mãe!
A persona que cuida, preserva e zela pela integridade física, mental e emocional dos seus rebentos.
A pessoa polida deu lugar à fera de instinto maternal, disposta a tudo para poupar seu filhote, fera que ruge alto e ataca quem se aproxima disposto a ferí-lo(a).
E nesse caso não há diferença, Xuxas, Anas, Marias, Madalenas, Kryss são todas iguais: uma leoa!

Fobia Social ou apenas Timidez???

"A melhor imagem que já vi para descrever Fobia Social é a daqueles presos de antigamente que andavam com uma corrente e uma bola de ferro presa no pé. É difícil ir para a frente assim. Com o tratamento o paciente se livra desse peso e deslancha".( Dr. Rubens Pitliuk)
Fobia significa um medo desproporcional à causa. O Fóbico sabe que o objeto da Fobia não justifica tanto medo mas mesmo assim não consegue evitá-lo.

A Fobia Social (na maioria das vezes vem com timidez, mas nem sempre), que atrapalha muito a vida do Fóbico, se manifesta de muitas formas:

  • Falar em público.

  • Numa apresentação, mesmo conhecendo o assunto parece que “dá um branco”.

  • Participar de entrevistas ou exames orais.

  • Freqüentar lugares sozinho, por exemplo, entrar num restaurante ou Shopping ou cinema desacompanhado ("o que os outros vão pensar ?")

  • Paquerar, especialmente se estiver emocionalmente envolvido ou interessado.

  • Tremer ao assinar documentos ou tomar um café se alguém estiver olhando.

  • Evitar situações que podem provocar sintomas.

  • Sub aproveitamento profissional, talento desperdiçado. Não recebem tantas promoções, não fazem tantos contatos importantes para sua vida profissional, não impõem suas idéias, não discutem ordens, etc.

  • Perda dos melhores anos da vida em termos de relacionamentos sociais, sexuais, de companheirismo, viagens, esportes de grupo, etc.

  • Risco aumentado para abuso de álcool, drogas e depressão

Essas pessoas perdem oportunidades na vida, por causa dos sintomas. Sabem a matéria mas quando o professor pergunta "dá um branco". Estão preparados para uma entrevista mas na hora H se atrapalham e não expõem as idéias de maneira correta.

Algumas pessoas chegam a ter verdadeiros ataques de pânico (taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de que o ambiente está estranho, que a pessoa “não está lá”, de que vai desmaiar, de que vai ter um infarto, de uma pressão na cabeça, de que vai "ficar louco", de que vai engasgar com alimentos, diarréias, etc).

O tratamento costuma ser simples e rápido e traz muitas mudanças positivas na vida.

Geralmente ele é composto de duas partes:

  • Medicação, que acaba rapidamente com todos ou quase todos os sintomas, de modo que o paciente pode começar a fazer a Psicoterapia.

  • Psicoterapia Cognitiva Comportamental, ou Treinamento de Habilidades Sociais, que é diferente das Psicoterapias Analíticas. Toda semana recebo algum paciente que fala "não quero mais fazer terapia, fiz anos de análise e não adiantou nada". Eles tem razão. Psicanálise é boa para muitos problemas mas em Fobia Social não adianta praticamente nada. A TCC é a que funciona.

Nas Psicoterapias Analíticas se pesquisa a origem dos sintomas. Acontece que em Fobia Social não precisa descobrir a origem dos sintomas, pois os Fóbicos quase sempre sabem de onde vêm os sintomas. E também já aprenderam que saber de onde os sintomas vêm não quer dizer que eles não venham.

Em Fobia Social o tratamento psicológico é mais voltado para o presente e futuro e o objetivo é mudar o comportamento fóbico,

Mas você vai dizer "ué, eu tento mudar esse comportamento há anos e nunca consegui”. Nunca conseguiu porque aqueles sintomas físicos impossibilitavam uma série de atividades sociais. Com a medicação, você consegue mudar seus comportamentos sem aquele tormento da taquicardia, sudorese, tremor, etc.

No tratamento da Fobia Social, remédio mais terapia significa que 1 + 1 = 3, porque um tratamento potencializa o outro.

O círculo vicioso "sintomas –> fracassos –> mais sintomas –> mais fracassos ” se transforma num círculo virtuoso “menos sintomas –> sucesso –> menos sintomas ainda –> mais sucesso ainda”.

Seu médico irá também recomendar algumas medidas que ajudam bastante por exemplo: bom condicionamento físico, Yoga, Meditação, menos álcool e cafeína.

Artigo de autoria do Psiquiatra Dr. Rubens Pitliuk

Fonte: Mentalhelp

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ted e a Dinastia dos Kennedy

O príncipe, o leão e a leoa Lucas Mendes*

Dos quatro irmãos Kennedy, Ted , o príncipe da dinastia e o leão do Senado, foi campeão em política, alcoolismo e promiscuidade. Incorruptível na vida pública, tresloucado na privada. Por causa de uma mulher, Mary Jo Kopechne, ele nao chegou a Presidência. Levou Joan, mãe dos seus filhos, ao alcoolismo, mas, aos 60 anos, foi salvo e domado pela leoa Vicky. As loucuras do caçula do mais famoso clã político dos Estados Unidos apareceram cedo. Ele passou por dez escolas primárias americanas e inglesas antes dos 11 anos. A família vivia em trânsito.

Quando, gracas ao nome, entrou em Harvard, durou pouco.
Pediu a um colega para fazer a prova dele de espanhol. Foi pego e expulso da universidade. Era tempo de guerra na Coreia e o serviço militar americano, obrigatório. Ted se alistou no Exército. Graças à influência do pai, foi servir e rosetar em Paris, no QG da OTAN. Dois anos de farda, vinho, mulheres e música. Na volta deu uma guinada. Se rematriculou em Harvard, fez Direito na universidade de Virgínia, bom aluno, brilhou em debates. Impossível dizer o que teria feito Ted Kennedy se os três irmãos mais velhos não tivessem morrido. O mais velho, Joe, favorito do pai, morreu num bombardeio na Segunda Guerra.

As vidas políticas de John e Bob foram curtas e só podem ser medidas em possibilidades, mas a de Ted Kennedy tem um currículo de 46 anos.
Quando John Kennedy foi candidato à Presidência deram a Ted um papel menor, mas ele se entregou de corpo e alma, viciou e só dois políticos serviram mais tempo do que ele no Senado americano. Passou por dez presidentes e nenhum deles deixou mais impressões digitais nas mudanças do país do que o senador Ted Kennedy. Todas as leis sociais desde o fim da década de 60 tem as marcas dele. São mais de 2.500. No senado rugia , na vida pessoal prevaricava. Joan, a primeira mulher, não conseguiu conter os impulsos etílicos e mulherengos do marido nem se enquadrar no estilo dos Kennedys: queriam que vivesse em constante atividade esportiva, social e com uma gravidez em cima da outra, como Ethel, mulher de Bob Kennedy.

Joan teve vários abortos, mas o alcoolismo só tomou conta dela depois da tragédia de Chappaquiddick, quando o carro dirigido pelo marido caiu de uma ponte. Ted Kennedy sobreviveu e desapareceu por dez horas. A companheira, Mary Jo, ex-assessora do irmão Bob, morreu afogada, e, com ela, as possibilidades presidenciais de Ted Kennedy.
Durante anos de cobertura política vi o senador em ação várias vezes nas convenções do partido e outros eventos, mas meu primeiro contato foi no escritório dele no Senado, em 69, pouco antes da tragédia, quando recebeu nosso pequeno grupo de bolsistas . O mais bonito dos irmãos, um touro de forte, com vozeirão de locutor, sorriso frouxo e debochado. Política externa não era o forte dele. Sabia pouco sobre o Brasil, mas descobriria alguns dos nossos encantos em farras na Flórida com gente das melhores famílias brasileiras.

Foi ativo contra a ditadura no Chile, o Apartheid na África do Sul e a guerra do Vietnã, mas seu principal cenário de ação era o doméstico. Prevaricador na vida pessoal, modelo de legislador no Senado. Noventa e nove dos cem senadores disseram que ele era o mais eficiente dos legisladores. Sabia o que falava, tinha o melhor staff, transitava entre republicanos e democratas, mas quase destruiu sua carreira noutro porre em Palm Beach, com o filho e o sobrinho William Kennedy Smith. Os jornais descreveram o senador correndo bêbado de cuecas pela praia. O sobrinho foi acusado de estupro e absolvido no julgamento, coberto ao vivo pelas redes de TV. A carreira do senador encolheu, mas resistiu.

No ano seguinte, reencontrou Vicky, mas não se lembrava dela quando trabalhou como estagiária dele, ainda universitária, no escritório no Senado. Era filha de velhos amigos da Louisiana. Aos 60 anos, o senador se apaixonou. Ligava duas vezes por dia , levava Vicky para concertos no Centro Kennedy de Artes, pintou quadros à óleo para ela e finalmente propôs casamento depois da ópera La Boheme.
Vicky entrou na jaula do leão e botou a maioria indesejável para fora. Os filhos mal educados do senador receberam lições de boas maneiras, amigos que davam bebida para o marido foram afastados. O senador parou de beber. Advogada de prestígio, fundadora e presidente de ONGs nas áreas de criança, educação e armas, Vicky hoje é sondada para assumir o lugar de Ted Kennedy no Senado, mas há impedimentos legais, ironicamente criados pelo próprio partido democrata de Massachussets. Ela diz que não está interessada.

Ted Kennedy dizia que seu melhor voto no senado foi contra a invasão do Iraque, mas a principal causa política dele foi a reforma na Saúde. Queria um sistema público, no estilo europeu, semelhante ao proposto por Obama e furiosamente combatido pela direita, seguradoras, médicos e hospitais.
Pelas conjuminâncias que rolam no Senado, é possível que a causa seja decidida por um voto, e o senador - nem a mulher - estará lá para decidir a parada.

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cartão Vermelho de Suplicy



Ao pedir nesta terça-feira (25) a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) do cargo de presidente do Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), para simbolizar sua atitude, mostrou, em plenário, um cartão vermelho, em referência ao procedimento utilizado por juízes de futebol para expulsar um jogador de campo.
"No meu entender, o arquivamento das ações no Conselho de Ética não resolveu a crise. Para voltarmos à normalidade no Senado, o melhor caminho é que José Sarney renuncie ao cargo (de presidente)", disse. Ele explicou que o cartão vermelho a Sarney foi dado por ele para que a população entendesse o simbolismo de seu pedido. Suplicy foi o primeiro senador petista a pedir a renúncia de José Sarney do comando do Senado. O líder do partido, Aloizio Mercadante (SP), havia pedido, em nome da bancada, o afastamento temporário de Sarney da presidência do Senado. José Sarney não estava presente no momento do discurso de Suplicy. Ele foi avisado do discurso pelo próprio Suplicy, mas deixou a sessão sob a justificativa de que tinha um compromisso inadiável em seu gabinete. Suplicy disse que vinha sendo cobrado por várias pessoas sobre seu posicionamento em relação às denúncias contra Sarney. "O Senado sofreu um desgaste imensurável com o arrastar desta situação. Estamos em 25 de agosto e, apesar de terem sido aprovados alguns requerimentos, nenhum requereu a atenção de nós como o Brasil precisa. O Senado não voltou ainda à sua normalidade. Parlamentares e partidos políticos estão respondendo a uma enxurrada de críticas severas. Aonde nós andamos, seja em São Paulo ou em qualquer lugar, as pessoas nos cobram", disse ele.


Fonte
:http://www.abril.com.br/noticias/brasil/cartao-vermelho-suplicy