"Pecado é provocar desejo e depois renunciar."
(Renato Russo/Marisa Monte)

sábado, 17 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A vingança...

HOMEM Camarão : só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você pega assim mesmo.
HOMEM Caranguejo
: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e pega.
HOMEM Pão
: tem sempre o mesmo gosto, mas você pega todo dia.
HOMEM Aperitivo
: acompanhado de uma bebida você pega e ainda acha bom.
HOMEM Maracujá
: é todo enrugado, você pega e depois sente vontade de dormir...
HOMEM Lagosta
: só pega quem tem dinheiro.
HOMEM Caviar
: você sabe que alguém está pegando, mas não é ninguém que você conheça.
HOMEM Bacalhau
: você só pega uma vez por ano.
HOMEM Maionese de Fim de Festa
: todo mundo te avisa pra não pegar, mas você pega porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.
HOMEM Rã
: todo mundo já pegou, menos você.
HOMEM Salada
: é bonito, mas quando você pega descobre que não é tão gostoso assim.
HOMEM Marmita
: não é lá essa coisa, mas você pega rapidinho.
HOMEM Cafezinho de Supermercado
: você nem faz questão, mas como é de graça, você pega .
HOMEM Jiló
: é horrível, mas você conhece alguém que pega .
HOMEM Docinho de Festa
: você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, pega e deixa você chupando dedo..
HOMEM Cogumelo Venenoso
: pegou, tá ferrada.
HOMEM Feijoada
: você pega e ele fica te enchendo o dia todinho.
HOMEM Coqueiro
: pode pegar que não tem galho.
HOMEM Miojo
: em um minuto ta pronto pra pegar.
HOMEM Coca 2 litros
: dá pra seis
HOMEM pé de chuchu:
Você é obrigado a pegar senão a vizinha vai lá e pega . E HOMEM BIS:
Você pega , repete e nem se lembra das calorias!!!!!

domingo, 11 de outubro de 2009

Incêndio na Favela Diogo Pires

Um incêndio de grandes proporções atinge uma favela no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, no início da noite deste domingo. A favela Diogo Pires fica na avenida Dracena, próxima da esquina com a rua Presidente Altino. Duas pessoas já foram atendidas por intoxicação.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 18h. Há 22 viaturas no local, num total de 70 homens, na tentativa de combater as chamas.

Não há informações sobre a origem do incêndio. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), há várias viaturas no local, mas não foram feitos bloqueios de ruas ou avenidas.

A favela do Jaguaré já foi atingida por outros incêndios em 2000, 2003 e 2006, e também sofre com deslizamento de terras em época de chuvas intensas.

Contabiliza-se que cerca de 350 famílias tenham perdido todos os seus pertences no incêncio, suspeita-se que a causa do incêncio tenha sido um "gato" na rede elétrica.

Às 19:40 0 Corpo de Bombeiros declarou o incêncio totalmente controlado começando o trabalho de resfriamento da favela. Cerca de 1.500 metros da favela foi atingido pelo fogo.

O prefeito Kassab esteve presente no local e pediu que uma equipe fosse formada com o objetivo de realocar as famílias, para que as mesmas tivessem um local adequado para passar a noite.

Olimpíadas no Rio em 2016

O Rio começa a se preparar para as Olimpiadas!

Click na imagem abaixo para visualizá-la nitidamente...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Raças e cotas


Pertencemos a uma única espécie: a espécie humana. Quanto a isso não há dúvida, visto que procriamos alegremente sem que as diferenças étnicas ou raciais atrapalhem o bom funcionamento sexual reprodutivo. Mas só 250 anos atrás, na América do Norte ee na França, foi proclamado o princípio de que, por pertencermos à mesma espécie, temos todos os mesmos direitos, independentemente de etnia, cultura, religião, gênero, berço e cor (da pele, do cabelo ou dos olhos).

Desde então, tal princípio vem se afirmando, aos trancos e, sobretudo, aos barrancos, por várias razões.

  1. Há etnias e culturas que não topam aquela ideia proclamada 250 anos atrás.

  2. Não conseguimos decidir se nossa igualdade de direito deve implicar ou não uma igualdade de fato. Depois de algumas tentativas desastradas, parece que concluímos que o importante é que todos tenhamos ao menos oportunidades parecidas no começo da vida. E stamos longe disso.

  3. Mesmo acreditando na unidade da espécie e na igualdade dos direitos, adoramos pertencer a uma turma e continuamos enxergando um mundo dividido em nações, etnias, raças, classes, torcidas etc. Claro, prezamos nossa singularidade e, por isso, queremos ser contados um a um, como indivíduos, cada um diferente e único dentro da espécie comum. Mas também gostamos de privilégios, e os privilégios são mais "agradáveis" quando são negados a um grupo de excluídos: sala VIP só tem "graça" se os outros esperam no saguão do aeroporto. Em suma, no mínimo, a vontade de sermos singulares nos induz a criar grupos de discriminados, "diferentes" de nós.

  4. As vítimas dessa discriminação, na hora de invocar o princípio da igualdade de todos para obterem os mesmos direitos dos demais, são obrigadas a se constituírem como grupo. Sem isso, sua reivindicação não teria chance alguma: o protesto de um negro discriminado será sem efeito se não existir algum "movimento negro".

Em tese, os grupos de vítimas da discriminação deveriam ser fundados em "identidades de defesa", ou seja, identidades que surgem provisoriamente, de maneira reativa. Por exemplo, "os negros" existem como grupo, aos olhos dos racistas, para serem discriminados; ora, a luta contra essa discriminação exige uma identidade positiva, de modo que os negros possam existir como grupo na hora de se opor à sua discriminação. No caso, eles afirmarão e valorizarão uma improvável ascendência racial comum. Problema: ao defender-se, eles darão crédito à mesma diferença inventada pelos racistas a fim de discriminá-los.

O perigo é que essas identidades, adotadas para lutar contra a discriminação permitir, enfim, uma sociedade de indivíduos iguais, acabem consolidando as próprias diferenças que tratam de abolir. Por exemplo, uma política de reservadas a negros ecotase pardos (na universidade, no emprego público e mesmo no setor privado) é uma maneira de se opor à discriminação, mas, para funcionar, ela exige que a gente acredite nas diferenças raciais e as estabeleça como parte da identidade do cidadão -que é exatamente a situação com a qual o racismo sonha desde sempre.

Esse argumento é crucial no livro de Demétrio Magnoli, "Uma Gota de Sangue" (ed. Contexto), que é, ao mesmo tempo, uma excelente história e apresentação do racismo no mundo moderno e uma crítica das políticas de cotas por elas necessariamente confirmarem a existência de diferenças raciais que não têm realidade biológica e cujo fundamento histórico é o próprio racismo.

Isso, logo no Brasil, onde a mistura das cores deixaria esperar um enterro mais rápido da categoria de raça.

Compartilho com Magnoli o sonho de uma sociedade em que a cor da pele seja indiferente. Mas minha avaliação das políticas de cotas é "matizada". Quando cheguei nos EUA, em 94, eu pensava como Magnoli, ou seja, previa que o sistema de cotas, instituído para "compensar" os efeitos da discriminação, dividiria o país, levando-o de volta para o século 19. Não foi o que aconteceu. Aos poucos, a presença de cidadãos de todas as cores na maioria das corporações (da polícia urbana ao corpo docente das universidades) se transformou num duplo valor compartilhado por todos ou quase: um valor estético (a diversidade é bonita) e um valor produtivo (a diversidade é funcional).

Até que um dia pareceu lógico, num país cujo sul inteiro foi racista e segregado, que um negro pudesse ser presidente.

CONTARDO CALLIGARIS Psicanalista, doutor em psicologia clínica e colunista da Folha de São Paulo. Italiano, hoje vive e clinica entre Nova York e São Paulo. Leitura obrigatória semanalmente na Folha de São Paulo ccalligari@uol.com.br